quarta-feira, 18 de junho de 2008

Maus-tratos causaram morte de menino em SP, diz IML

Fonte da imagem: http://troll-urbano.weblog.com.pt/arquivo/picasso%20violecia.gif

O diretor do Instituto Médico-Legal (IML), José Eduardo Velludo, de Ribeirão Preto, no interior paulista, apresentou um laudo informando que o menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, de 5 anos, que morreu na noite de quinta-feira da semana passada, foi vítima de violência infantil. A delegada do Setor de Homicídios, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Maria Beatriz Moura Campos, disse hoje, então, em entrevista coletiva, que o inquérito passou a ser tratado como caso de homicídio. A mãe do garoto, Kátia Marques, e o padrasto, Juliano Gunello, afirmam que a criança ingeriu Semorin, um produto de limpeza de roupas.A delegada havia pedido a prisão temporária do casal, que foi indeferido hoje pela juíza da 2ª Vara de Execuções Criminais da cidade, Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos. O pedido da delegada foi feito após constatar que o frasco de Semorin estava quase todo cheio e em razão de a vítima apresentar hematomas pelo corpo, inclusive fratura no pulso direito. Em depoimento, a mãe e o padrasto negaram qualquer violência doméstica.O diretor do IML afirmou que o corpo do menino apresentou "embolia gordurosa pulmonar". Segundo ele, esse tipo de embolia gordurosa não é freqüente, mas com Pedro Henrique deve ter sido aguda e rápida. A embolia pode ter sido provocada por um gesto violento ou um chacoalhão mais brusco, no dia da morte. "Ninguém pode dizer que essa criança se machucou porque caiu", afirmou Velludo. "Pelo menos nos últimos dias ele sofreu alguma forma de lesão", disse.Velludo descartou descalcificação dos ossos, como teriam alegado a mãe e o padrasto à delegada. "A fratura foi aguda, talvez no começo da manhã", disse ele, baseando-se no laudo assinado por Roberto Silva Costa, do Hospital das Clínicas (HC). O corpo da criança foi exumado na sexta-feira, horas após o sepultamento, concedido pela Justiça de Araraquara - onde mora o pai biológico da vítima, o policial militar Odair Donizete Rodrigues.
Fonte: Agência Estado

4 comentários:

Michele Mattarazzo disse...

Olá Colega!!!
É... Mais um caso que não deve ser tratado como somente MAIS UM, não é?
Tenho esperança que a nossa CORRENTE DO BEM possa chegar à muitas pessoas e levando informação e determinação possa atuar na VERDADEIRA PREVENÇÃO!!!

Grande abraço

Michele Mattarazzo

Sandocleber disse...

Prezada Michele,

Obrigado pela visita e pelo comentário.
É lamentável que tais casos façam parte do nosso dia-a-dia... É indispensável que nossa corrente do bem atinja o máximo de pessoas para que a paz chegue antes que mais um caso com esse se faça presente na vida de alguma criança e/ou adolescente.

Abraço

Risolene disse...

Olá Sando,
lendo esta notícia várias coisas surgiram na minha mente. A mídia nos vem trazendo casos de violência desse tipo há muitos anos e isto nos faz conhecer e refletir no que o ser humano é capaz de fazer diante de um ser indefeso, e isso é importante!!! No entanto, dificilmente eu escuto ou visualizo notícias que nos ensinam como agir em situações de VDCA, ou informes sobre o que realmente seja a VDCA, falando inclusive sobre a simples palmada, tão comum em nossa sociedade. É por esse motivo que exalto a importância da Corrente do Bem. Desejo que consigamos mais adeptos e que pelo menos na net possamos divulgar informações mais completas sobre a temática. Quem sabe esta corrente chega às TVs e jornais impressos!!! Um grande abraço, Risolene Alencar.

Sandocleber disse...

Prezada Risolene,

Verdadeiramente tais fatos acontecem desde tempos imemoriais, mas atualmente estão mais observáveis no cotidiano. O legal disso é que sinaliza que o silêncio sobre tal fenômeno tem sido mitigado ao longo dos anos. Romper o silêncio é um passo. Mostra também que nossa cultura tem se direcionado no sentido de comunicar que os casos de VDCA, que desde tempos remotos acontecem e que antes pareciam compor a cultura da infância objetável, tem dado espaço a uma inquietação que nos lança à construção de uma nova cultura: a cultura da infância valorizada!
De fato precisamos de divulgação das estratégias de prevenção da VDCA de modo a atingir às pessoas indistintamente. Os meios de comunicação podem nos auxiliar nisso. Eis mais uma conquista!

Abraço e obrigado!